Terapia genética cura leucemia em apenas oito dias

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Terapia genética cura leucemia em apenas oito dias

Mensagem  Admin em Sab Mar 30, 2013 10:43 pm



David Aponte, no Memorial Sloan-Kettering, teve um transplante de medula óssea
após terapia com células-T deixou em remissão dentro de dias de tratamento.

Imagem: Michael Nagle para o New York Times

Uma terapia experimental que altera geneticamente as células imunes de um paciente para destruir as células cancerígenas teve sucesso em adultos com um tipo raro de leucemia, indica um estudo publicado na revista Science Translational Medicine.



Michel Sadelain (cima) e Renier J. Brentjens

Segundo o estudo, dos cinco pacientes que sofriam de leucemia severa e que tinham registado recaídas após a quimioterapia, três deles mostraram sinais de remissão da doença entre cinco e 24 meses e puderam submeter-se a transplantes de medula óssea.

Num dos pacientes, todos os traços da leucemia desapareceram totalmente em oito dias.

"Tínhamos esperança, mas não podíamos prever que a resposta poderia ser tão profunda e rápida", explicou o médico Renier J. Brentjens, coautor do estudo e especialista em leucemia no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Manhattan, em declarações ao diário New York Times.

Os investigadores assinalaram que o prognóstico dos pacientes sobreviventes é "positivo", apesar de existirem possibilidades de recaída.

Os pacientes deste tipo de leucemia severa que sofrem recaídas após a quimioterapia habitualmente só sobrevivem uns meses.

O tratamento, ainda em fase muito experimental, extrai as células T, um tipo de glóbulos brancos que normalmente combatem os vírus e o cancro, e modifica-as geneticamente para que sejam reprogramadas de modo a que ataquem e eliminem qualquer célula B que tenha um determinado tipo de proteína, a CD19, vinculada a este tipo de leucemia.

Outro dos coautores do estudo, o médico Michel Sadelain, afirmou ser "uma estimulante história que está apenas a começar" e que se baseia na "criação de drogas vivas".

A leucemia severa é muito mais mortal em adultos do que em crianças, dado que a percentagem de cura em adultos é de 40 % e em crianças entre 80 % e 90 %.

Fonte: Jornal de Notícias

Michel Sadelain do Centro Memorial de Câncer Sloan-Kettering, em Nova York (EUA), coautor do estudo, diz que um segundo teste clínico com 50 pacientes está sendo preparado. Além disso, a equipe vai tentar usar a técnica para tratar outros tipos de câncer.

Como funciona
A chave para o novo tratamento é a identificação de uma única molécula de superfície de células cancerosas para, em seguida, usar engenharia genética a fim de manipular células do sistema imunológico de um paciente para atacá-la.
Por exemplo, em leucemia linfoblástica aguda, células imunes chamadas células B se tornam malignas. Os pesquisadores conseguiram identificar e alvejar uma molécula de superfície conhecida como CD19, que está presente apenas em células B.
Eles extraíram outras células do sistema imunológico dos pacientes chamadas células T, que por sua vez foram tratadas com um vírus inofensivo, que instalou um novo gene que as redirecionou para atacar todas as células portadoras de CD19.
Quando as células T modificadas foram injetadas nos doentes, elas rapidamente mataram todas as células B, cancerosas ou não. “Em todos os cinco pacientes, os tumores ficaram indetectáveis após o tratamento”, conta Sadelain.
Segundo os cientistas, o corpo do doente deve repor o sistema imunológico com células T e células B saudáveis após um par de meses. No entanto, os pacientes do estudo receberam medula doada para garantir que pudessem regenerar um sistema imunológico saudável.
Tratamento promissor
O tratamento não é o primeiro a modificar células T para atacar um tipo de leucemia. No ano passado, uma empresa internacional chamada Adaptimmune usou a abordagem para tratar 13 pessoas com mieloma múltiplo, e conseguiu deixar 10 em remissão.
Também, no Hospital Infantil da Filadélfia (EUA), pacientes como a pequena Emma Whitehead, diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda, entraram em remissão de cânceres aparentemente incuráveis após uma terapia experimental que envolveu a remoção de milhões de células T do paciente e sua modificação genética a fim de que matassem as células cancerosas.
“Embora seja cedo para dizer, a abordagem de modificação de células T para atacar o câncer está cada vez mais ganhando espaço ao lado de tratamentos mais tradicionais”, explica Paul Moss, do Cancer Research (Reino Unido).
[url=http://www.newscientist.com/article/mg21729104.100-gene-therapy-cures-leukaemia-in-eight-days.html?
cmpid=RSS%7CNSNS%7C2012-GLOBAL%7Conline-news][New Scientist[/url]



Emma Whitehead foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda em 2010, com 5 anos. Com 6, estava perto da morte depois de recair duas vezes após a quimioterapia – os médicos estavam ficando sem opções.
Desesperados para salvá-la, seus pais procuraram um tratamento experimental no Hospital Infantil da Filadélfia (EUA). O tratamento em questão nunca tinha sido tentado em uma criança, ou em qualquer pessoa com o tipo de leucemia que Emma tinha.
O experimento, em abril, usou uma forma desabilitada do vírus que causa a AIDS para reprogramar geneticamente o sistema imunológico de Emma, a fim de matar células cancerosas.

Fonte

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