Conspiracionista eu? Claro, sempre fui, desde criancinha!

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Conspiracionista eu? Claro, sempre fui, desde criancinha!

Mensagem  Admin em Dom Jul 14, 2013 1:35 am

Estudos recentes realizados por psicólogos e cientistas sociais nos EUA e no Reino Unido sugerem que, contrariamente aos estereótipos tradicionais da mídia, aqueles rotulados como "teóricos da conspiração" parecem ser mais sãos do que aqueles que aceitam as versões oficiais dos eventos contestados.

 

O estudo mais recente foi publicado em 08 de julho pelos psicólogos Michael J. Wood e Karen M. Douglas, da Universidade de Kent no Reino Unido. Intitulado"E sobre o Edifício 7? Um estudo psicossocial da discussão on-line das teorias do 11 de setembro"o estudo comparou comentários "conspiracionistas" (pró-teoria da conspiração) e "convencionalistas" (anti-conspiração) em sites de notícias.

Mais Comentários Conspiracionistas

Os autores ficaram surpresos ao descobrir que agora é mais convencional escrever os chamados comentários conspiracionistas do que convencionalistas: "Das 2.174 observações coletadas, 1.459 foram classificadas como conspiracionistas  715 como convencionalistas." Em outras palavras, entre as pessoas que comentam sobre reportagens, aqueles que não acreditam na versão do governo sobre os eventos como os de 11 de setembro e o assassinato de JFK (John F. Kennedy presidente dos EUA assassinado em 1963) superam os que acreditam por mais de dois para um. Isso significa que são os comentadores pró-conspiração estão expressando o que é agora a sabedoria convencional, enquanto que os comentadores anti-conspiração estão se tornando uma pequena minoria sitiada.

Talvez porque suas visões supostamente dominantes já não representam mais a maioria, os comentadores anti-conspiração muitas vezes exibiam raiva e hostilidade: "... A pesquisa mostrou que pessoas que favoreceram a versão oficial do 11 de setembro foram em geral mais hostis ao tentar convencer os seus rivais."

Foco em Desbancar a Versão Oficial

Além disso, descobriu-se que as pessoas anti-conspiração não só eram hostis, mas também fanaticamente ligadas às suas próprias teorias da conspiração. Segundo eles, a sua própria teoria do 11 de setembro - uma teoria da conspiração afirmando que 19 árabes, dos quais nenhum poderia voar aviões com qualquer proficiência, conseguiu aplicar o crime do século, sob a direção de um cara fazendo diálise numa caverna no Afeganistão - era  indiscutivelmente a verdade. Os chamados conspiracionistas, por outro lado, não pretendiam ter uma teoria que explica completamente os acontecimentos do 11 de setembro: "Para as pessoas que acham que 11 de setembro foi uma conspiração do governo, o foco não está na promoção de uma teoria rival específica, mas na tentativa de desbancar a versão oficial."

Em suma, o novo estudo de Wood e Douglas sugere que o estereótipo negativo do teórico da conspiração - um fanático hostil casado com a verdade de sua própria teoria absurda - descreve com precisão as pessoas que defendem a versão oficial do 11 de setembro, e não aqueles que a contestam.

Contexto Histórico e Criação do Termo Teoria da Conspiração

Além disso, o estudo constatou que os chamados conspiracionistas discutem o contexto histórico (como ver o assassinato de JFK , como um precedente para o 11 de setembro) mais do que os anti-conspiracionistas. Ele também descobriu que os chamados conspiracionistas não gostam de ser chamados de "conspiracionistas" ou "teóricos da conspiração".



Ambos os resultados são amplificados no novo livro "Teoria da Conspiração na América" pelo cientista político Lance DeHaven-Smith, publicado no início deste ano. Professor DeHaven-Smith explica porque as pessoas não gostam de ser chamados de "teóricos da conspiração": "O termo foi inventado e posto em grande circulação pela CIA para difamar e caluniar pessoas questionando o assassinato de JFK! A campanha da CIA para popularizar o termo "teoria da conspiração" , deve ser creditada, infelizmente, como uma das iniciativas de propaganda mais bem sucedidas de todos os tempos". Nota: Lance deHaven-Smith publicou também um artigo científico denominado "Beyond Conspiracy Theory: Patterns of High Crime in American Government", tradução livre "Além da Teoria da Conspiração: Padrões de Altos Crimes no Governo Americano"

Em outras palavras, as pessoas que usam os termos "teoria da conspiração" e "teórico da conspiração" como insultos o fazem  como o resultado de uma bem-documentada, inquestionável e historicamente-verdadeira conspiração, criada pela CIA para encobrir o assassinato de JFK. ( tomem trouxas ) Essa campanha, aliás, foi completamente ilegal, e os oficiais da CIA envolvidos eram criminosos. A CIA deveria estar impedida de todas as atividades domésticas, mas rotineiramente viola a lei para conduzir operações domésticas que vão desde propaganda até assassinatos.

DeHaven-Smith também explica por que aqueles que duvidam das explicações oficiais de altos crimes estão ansiosos para discutir o contexto histórico. Ele ressalta que um grande número de alegações de conspiração acabaram sendo verdade, e que parece haver um forte relacionamento entre muitos ainda não resolvidos "crimes do Estado contra a democracia." Um exemplo óbvio é o elo entre os assassinatos de JFK e RFK (Robert F. Kennedy, irmão de JFK e assassinado em 1965), os quais abriram o caminho para presidências que continuaram a Guerra do Vietnã. De acordo com DeHaven-Smith, devemos sempre discutir os "assassinatos dos Kennedy", no plural, porque as duas mortes parecem ter sido diferentes aspectos do mesmo crime maior.

Bloqueio da Função Cognitiva



A Psicóloga Laurie Manwell da Universidade de Guelph concorda que o termo "teoria da conspiração" criado pela CIA impede a função cognitiva. Ela ressalta, em um artigo publicado no American Behavioral Scientist (2010), que as pessoas anti-conspiração são incapazes de pensar claramente sobre esses aparentes crimes do estado contra a democracia como o 11 de setembro, devido à sua incapacidade de processar a informação que entra em conflito com uma crença pré-existente.



Na mesma edição do ABS, o professor da Universidade de Buffalo Steven Hoffman acrescenta que as pessoas anti-conspiração normalmente são vítimas de um forte "preconceito de confirmação" - isto é, buscam informações que confirmem suas crenças pré-existentes, utilizando mecanismos irracionais (como o rótulo "teoria da conspiração") para evitar informações conflitantes.

Rótulos Como Ferramenta de Exclusão

 

A irracionalidade extrema de quem ataca "teorias da conspiração" foi habilmente exposta pelos professores de Comunicação Ginna Husting e Martin Orr da Universidade Boise State. Em um artigo revisado (peer-reviewed) de 2007, intitulado "Maquinaria Perigosa:" 'Teórico da conspiração'", como uma Estratégia Transpessoal da Exclusão", eles escreveram:

"Se eu te chamar de teórico da conspiração, pouco importa se você  realmente alegou que uma conspiração existe, ou se você simplesmente levantou uma questão que eu prefiro evitar... Ao rotular você, eu estrategicamente o excluí da esfera onde ocorre o discurso público, debate e conflito."

Mas agora, graças à internet, as pessoas que duvidam das histórias oficiais não são mais excluídos da conversa pública, a campanha da CIA de 44 anos de idade para abafar o debate com a difamação de "teoria da conspiração" está praticamente desgastada. Em estudos acadêmicos, assim como em comentários sobre notícias, vozes pró-conspiração são agora mais numerosas - e mais racionais - do que aquelas anti-conspiração.

Não admira que as pessoas anti-conspiração estão soando mais como um bando de maníacos hostis e paranóicos.

Fonte (tradução de -) A Nova Ordem  Mundial

Fontes (vide "link" acima) :
- Press TV: New studies: ‘Conspiracy theorists’ sane; government dupes crazy, hostile
- [ESTUDO] “What about building 7?” A social psychological study of online discussion of 9/11 conspiracy theories
- Universidade de Kent: Psychologists investigate online communication of conspiracy theories
- [ESTUDO] In Denial of Democracy: Social Psychological Implications for Public Discourse on State Crimes Against Democracy Post-9/11
- [ESTUDO] Dangerous Machinery: 'Conspiracy Theorist' as a Transpersonal Strategy of Exclusion
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