Crisma? Crisma!

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Crisma? Crisma!

Mensagem  Admin em Seg Nov 30, 2015 12:56 am

Como pai, estou satisfeito. Meus dois filhos foram crismados. Como disse o Pe. Ademilson,  confirmaram sua fé e agora são ‘espiritualmente adultos ‘ , agora têm novas responsabilidades.
Os dois têm uma mesma paixão: o futebol. O mais velho tinha uma partida às 21 h com seus colegas da faculdade (jogo de final de ano) e não pode comparecer devido à Crisma. Como não pode comparecer, após a cerimônia, foi até lá para dar uma satisfação aos amigos.

Senti outra satisfação nesse mesmo dia, quando ele me confidenciou que, ao contrário de outras partidas que não pode comparecer e que o deixava decepcionado, sentiu ali uma paz confortante de quem tinha algo muito mais importante que a sua paixão.

Eu tenho uma trave ante os meus olhos (mas sei que tenho) e que tenho que tirá-la: eu não sou um bom católico, um católico exemplar. Fora os meus pecados, eu dificilmente vou às missas. Somente faço minhas orações diárias e rezo o rosário como Nossa Senhora nos pediu em Fátima.
E agora rezo com mais veemência e fé depois que descobri que a Áustria se livrou do comunismo graças à reza do terço.
Talvez e possivelmente essa seja a solução para a política do nosso país que anda minado de comunistas ateus, indiferentes aos mais de 100 milhões de vítimas, inclusive padres e bispos católicos que, indiferentes às ordens da Santa Sé, que acham que o Estado pode substituir a Deus para servir melhor aos pobres, nos privando da caridade individual ou coletiva. Indiferentes à excomunhão automática que sofreram e continuam ministrando:

Decretum Contra Communismum e sua confirmação:  http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=anticomunismo&lang=bra

É bom lembrar que Nossa Senhora foi a primeira a alertar ao mundo sobre o perigo do comunismo,   e isso três anos após a Revolução Russa:

   “Para a impedir, virei pedir a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas.”

Eu tenho minhas traves e sei disso, mas parece que outros não se importam em descobrir.
Eu sou de um tempo em que a missa era mais sagrada. Missa era missa, era o sacerdote quem dirigia a comunidade e a comunidade respeitava o sacerdote que respeitava a comunidade.

Não tinha jeitinho brasileiro tomando conta do sagrado, da tradição.

A Crisma era feita por um bispo.
Meus dois filhos foram, com seus colegas,  catecúmenos durante dois anos, mas no grande dia em que assumiriam ritualmente sua VIDA espontânea voltada  a Cristo, o nosso bispo foi velar seu irmão de fé e largou a responsabilidade (mais uma) da cerimônia  para os padres. Isso me lembrou as palavras de Jesus:

“... Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos.
E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram;”


No meu tempo cantava-se hinos religiosos, as atitudes eram comedidas, fazia-se genuflexão quando se entrava na igreja ou quando cruzava-se o corredor central da nave  onde fica o altar.

O sinal da cruz era bem feito e não da forma como muitos fazem, denotando uma cruz invertida, não em honra a São Pedro, mas à moda dos satanistas.

Missa é adoração, não é teatro onde se entre dançando com a Bíblia na mão. Não é lugar onde se honre aos homens e sim a Deus!

É triste ver membros da comunidade, valerem-se da retórica e do oportunismo para vangloriarem trabalhos que não passam de dever, de obrigação de todo cristão e que, em si, já é um privilégio.

“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.
Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;
Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.”

As festividades eram (e devem ser ) comemoradas no salão paroquial, porque a missa era ( e ainda deve ser) uma Missa.
Missa não é lugar de cineminha improvisado pra mamãe ver o filhinho dela mostrado para a “academia de artes”  aprovar “seus talentos”.

A missa é sagrada.
Não foi feita para promoção social de ninguém, nem de catecúmenos e muito menos dos catequistas, talvez até constrangidos de serem chamados à frente para serem “glorificados” pela platéia.

Missa não é hora de sair para beber água.

Sermão é para ser ouvido e não interrompido com consultas particulares a quem mais deveria prestar atenção,
para se atender celular,
para avisos de última hora de assuntos que foram treinados há muito tempo
e também não é lugar de se mostrar dotes físicos, sejam eles ou sejam elas.  

Missa não é para tomar-se a palavra do SACERDOTE,  para ficar elogiando o óbvio e desnecessário, com a retórica de que  “é rapidinho”   e ficar mais de cinco minutos  fazendo-se  ouvir, não por ser rito da missa, mas para satisfazer seu desejo de aparecer e fazer os outros aparecerem, deixando os sacerdotes constrangidos.

Bem..., Jesus nos orientou a tomar o caminho tortuoso e estreito que leva à salvação.
Então vamos tentando porque:

-Ter que ver gente desfilando e dançando dentro da igreja,

-Desejar a paz de Jesus durante a missa e após a mesma, ter a cara virada ante um cumprimento na saída,

-Ter que aceitar que a comunhão seja dada sem se confessar e em uma espécie só,
-Ter que aceitar que só uma espécie da comunhão é válida porque dentro do Corpo de Cristo subentende-se que já contenha o sangue (só que Jesus  não disse: “Tomai e bebei todos vós, esse é o meu sangue circulante” mas o “sangue que será derramado por vós”) . Será que  o vinho é tão caro à paróquia? Será que não é para fomentar o vício de uma minoria ou suposta existência de alcoólatras? Será que é por comodidade que desobedecemos a Jesus?

-Ter negada a segunda espécie da comunhão, enquanto se vê ministro bebendo a goladas o vinho consagrado,

-Ter que receber irmãos em casa que nos prometeram algo especial, mas na realidade queriam vender um colchão por três vezes o melhor colchão do mercado,

-Ter que ver a sua capela ser construída por evangélicos (que acham que a nossa igreja é a casa de satanás) desperdiçando material, fazendo tudo mal feito, censurá-los por isso e por isso ser censurado (quando não havia ninguém para fazê-lo),

-Levar seus filhos para rezarem o terço, incentivar sua esposa cansada que volta do serviço a participar, se dedicar a fazer avisos para a comunidade, ser ativo na comunidade, mas no dia da eleição dos coordenadores da comunidade, nem ser chamado (mesmo que eu quisesse). Aliás, muitos poucos foram chamados e ainda fizeram isso num dia  atípico ao costume da comunidade,

-Ter que ver gente que esculhambou o pai em rede social, expulsou a mãe da própria casa, pregar amor e caridade aos seus filhos (apesar dos avisos),

-Ter que ver “eleitos” que prometem ajuda, mas somem da comunidade em que vive, ainda insinuam mal comportamento de quem se dedicou à sua comunidade e desobedece às regras da própria comunidade que habita,    

-Ter que admitir que simples fiéis queiram mandar mais do que o Sacerdote, ignorando toda a sua preparação, seus anos de estudo e principalmente a sua SAGRAÇÃO.

Isso tudo é certeza de que se esteja no caminho tortuoso de que Jesus falou.  
Se vamos conseguir sair do outro lado ou morrer no meio desse caminho, não se sabe.
Mas considero preferível ficar em casa com as minhas orações e rosários do que ser hipócrita perante Deus e dizer que está tudo bem, a ter que ir a Igreja e ver leigos querendo transformá-la em teatro; a ouvir dizerem  “glória” sem saber o que isso significa; a ouvir  dizerem “hosana” sem saberem o que isso significa; a ouvir “graça” sem saberem o que isso significa,
a assistir uma missa pró-forma.
A ter que ouvir diversos aplausos quando a Santa Sé proíbe isso veementemente e como se Deus preferisse isso ao coração confortado pela fé. Missa não é “show” sertanejo nem palanque de político.
Nós não somos protestantes nem precisamos dos seus moldes. Eles é que precisam do nosso. Que o digam os anglicanos e luteranos que estão voltando ao nosso meio.
 
Melhor ir a missa quando estiver sentindo que na igreja se pratica o sagrado.
Não saio da Santa Igreja nem excomungado, mas como é difícil ser católico!

Me desculpem o desabafo. Vou continuar demolindo minha trave, mas seriam muito bom, outros que estejam a frente da nossa comunidade religiosa, ao menos percebessem a sua.

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