O Cartel Phoebus

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O Cartel Phoebus

Mensagem  Admin em Sab Mar 16, 2013 2:45 pm

Cartel Phoebus foi um cartel internacional sediado em Genebra que teve toda a indústria de lâmpadas organizada, entre outros, pela Osram , Philips e General Electric .Foi a culminação de acordos e conspirações internacionais para limitar a competição.Desta forma, problemas de otimização das lâmpadas resolvidos tecnicamente não foram aplicados nas linhas de produção, fazendo com quê, por longas décadas até a década de 1950, o tempo de vida das lâmpadas fosse menor do quê o ótimo em 50% ou mais. O esquema de controle de patentes básicas e arranjos de licenças para outros produtores garantiu o controle dos mercados domésticos. General Electric teve o maior papel neste esquema internacional.O sucesso de uma série de processos anti-truste do governo na década de 1940 terminou virtualmente com a facilidade de ação do cartel e levou a uma mudança na evolução tecnológica da indústria.

Membros: Osram , Philips , Tungsram , Indústrias Elétricas Associadas , Elin, Compagnie des lampes, International General Electric , a GE e o Grupo Overseas eram membros do cartel Phoebus. Eles possuíam ações da empresa suíça proporcional a suas vendas de lâmpadas.
Em 1921, uma organização precursora foi fundada pela Osram, o "Internationale Glühlampen Preisvereinigung" (Associação Internacional de preço de lâmpadas ).



O cartel teria alegado que 1000 horas era uma expectativa de vida razoável ótima para a maioria das lâmpadas, e que um maior tempo de vida poderia ser obtida apenas à custa da eficiência: mais eletricidade é desperdiçada como calor e com menos luz a eficiência é obtida.

O cartel serviu como uma forma conveniente para reduzir custos e trabalharam para padronizar a expectativa de vida de lâmpadas em 1000 horas, enquanto os preços subiram ao mesmo tempo, sem medo da concorrência. O padrão da indústria de 2.500 horas em 1924 acabaria por cair para 1.000 horas em 1940. Lâmpadas foram feitas deliberadamente mais frágeis, e os concorrentes foram acompanhados de perto (e, se necessário, multados) para garantir o respeito aos degradação do produto. O cartel Phoebus acabaria por se dissolver devido ao aumento da concorrência externa e as perturbações da Segunda Guerra Mundial, mas tinha demonstrado com sucesso um ponto muito importante. Sufocar a inovação e a qualidade do produto foi um meio viável de sustentar o consumo consistente e lucros.

Quando a Philips (holandesa) e outros fabricantes estavam entrando no mercado americano, a General Electric reagiu através da criação do "International General Electric Company", em Paris. Ambas as organizações estavam envolvidas em patentes comerciais e penetração de mercado de ajuste. A crescente concorrência internacional levou à negociações entre todas as grandes empresas a controlar e restringir suas respectivas atividades, a fim de um não interferir uns nas esferas de influência dos outros.

O Cartel de Phoebus dividiu os mercados mundiais de lâmpadas em três categorias:

- Territórios de origem, o país de origem de fabricantes individuais;

- Territórios ultramarinos britânicos, sob o controle de associados Indústrias Elétricas , Osram , Philips , e Tungsram;

- território comum, o resto do mundo.

No final de 1920 uma união sueco-dinamarquês-norueguês de empresas (the North European Luma Co-op Society) começou a planejar um centro de produção independente. Ameaças econômicas e jurídicas por Phoebus não obter o efeito desejado, e, em 1931, os escandinavos produzido e vendido lâmpadas a um preço consideravelmente mais baixo do que Phoebus.

Fonte: Wikipédia en pt

Caso concreto:

Um cliente escreve no Reclame aqui reclamando das lâmpadas da Osram, faz uma citação ao cartel e faz notar que:

O Cartel Phoebus operado entre 1924 e 1939 com o objectivo de controlar o desenvolvimento, fabrico e de vendas na indústria de lâmpada-nascente. Como tal, o Cartel marca uma etapa chave na ascensão C20th de obsolescência planejada.
Osram, Philips, Tungsram, General Electric, indústrias associadas Elétricos e Compagnie des Lampes eram empresas membro do cartel e - em relação às vendas de seus lâmpada - cada um deles acções próprias em uma empresa suíça chamada "Phoebus". Os principais objectivos do acordo eram: dividir e sistematizar o mercado lâmpada global, para reduzir os custos de produção de bulbos, para aumentar o preço de venda das lâmpadas, para limitar o efetivo tempo de vida das lâmpadas para 1000 horas, para suprimir toda a competição, em especial a que tipo de produzir mais eficientes, mais duradouras ou mais barato-luz de lâmpadas. Os efeitos colaterais do Cartel Phoebus incluiu padronização da indústria e do domínio da tecnologia incandescente, pelo menos até a década de 1990.

eu tive notado que suas lampadas estava durando cada vez menos !!!!!; em 1901 fizeram uma lampada que esta ligada se para ate hoje !!!!! 111 anos ligada !!!! aqui na minha casa não ficam dois meses !!!!
eu acretito que vcs fazem parte desse cartel ou vcs são incompetentes na fabricação de lampadas !!!!


A resposta da empresa é evidente, fazendo desacreditar a existência de "conspiracionistas", mas não explica o porque da baixa durabilidade das próprias lâmpadas que produz.


Resposta da Empresa Terça-feira, 29 de Maio de 2012 - 09:53

Caro Luciano,

Teorias da conspiração são sempre interessantes e polêmicas, porém fundadas sem dados concretos e/ou distorcidos. [carece de fontes]

Não acredite em tudo na internet, principalmente em sites com fontes duvidáveis. [quais?]

Existem milhares de fabricantes/importadores de lâmpadas e demais produtos para iluminação, sendo uma concorrência livre e acirrada, onde a OSRAM se destaca como uma das maiores fabricantes de iluminação do mundo, baseado em seu comprometimento com a qualidade de seus produtos [dois meses], bom atendimento para com seus clientes e pioneira em inovações tecnológicas, mais eficientes e sustentáveis.

A lâmpada incandescente é uma das formas mais antigas de iluminação elétrica e sua tecnologia já é considerada ultrapassada e ineficiente [mas eles continuam produzindo]. Desde 2009 este modelo de lâmpada está sendo banido gradativamente na Europa e inclusive no próprio Brasil, começando a partir desde ano (2012), tendo sua conclusão em 2016, sob o pretexto de reduzir o consumo de energia elétrica no país.

Existem forma mais eficientes de iluminação como lâmpadas de descarga (vapor metálico e de sódio), desde a década de 30, até mesmo as fluorescentes compactas e tubulares começaram a surgir a partir da década de 40 aproximadamente.

Quanto à lâmpada incandescente ligada desde 1901, é um modelo especial inventado por Adolphe A. Chaillet e doada ao corpo de bombeiros de Livermore, California, reconhecida atualmente pelo Guiness Book como a lâmpada com maior longevidade do mundo.
Esta é uma lâmpada de 60W, feita com filamento extra resistente de carbono[ qual ], custo muito mais elevado que as lâmpadas comuns do mercado que operam com filamentos de tungstênio.
Além de seu filamento "reforçado" [que a Osram não procura reforçar] que o truque para sua longevidade está em sua baixa corrente elétrica, operando com apenas 4W de potência, tornando-se uma lâmpada apenas decorativa, visto que seu fluxo luminoso é extremamente baixo e não aplicável para iluminação geral.

Atencisoamente,

Central de atendimento OSRAM.

Mas explicar o porquê da baixa durabilidade, a política anti-conspiracionista da empresa não explica...

Tópico relacionado: Entenda o que é obsolescência programada, aqui o IDEC conta a mesma história. Será que o IDEC é conspiracionista
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